Domingo, 27 de Agosto de 2006

Sinais de Retoma a Nivel Mundial.

Up, Up and Away! Super-Homem.

O mundo está a beneficiar de uma integração económica global «sem precedentes», segundo o presidente da Reserva Federal dos EUA, Ben Bernanke, uma tendência que é condicionada pelo proteccionismo e terrorismo.

«A emergência da China, Índia e dos países do antigo bloco de Leste significa que uma grande parte da população mundial está agora integrada, pelo menos em termos potenciais, numa economia global», afirmou Ben Bernanke no seu discurso proferido no retiro de Jackson Hole, nos EUA, onde se está a realizar a reunião anual de bancos centrais.

Na mesma ocasião, o responsável máximo pela política monetária dos Estados Unidos referiu que «os receios geopolíticos, incluindo as tensões internacionais e os riscos do terrorismo, já estão a condicionar o ritmo de integração económica mundial e pode continuar a fazê-lo no futuro».
Em relação ao proteccionismo, Bernanke lembrou que «a oposição social e política à abertura pode ser forte», e «grande parte dessa oposição surge porque é provável que a alteração no padrão de produção ameace o estilo de vida de alguns dos cidadãos e os lucros de algumas empresas».
Segundo Bernanke, a globalização alterou muitos dos parâmetros a que os responsáveis políticos têm que prestar atenção. Os sistemas financeiros são mais eficientes na canalização das poupanças para os mercados em todo o mundo, o que ajudou os EUA a alimentarem o défice da balança de contas correntes, que está em crescimento desde 2001.
O comércio a nível mundial tem sido facilitado pela evolução tecnológica e das comunicações, que aumentaram o número de produtos transaccionáveis e permitiram que as empresas expandissem a comercialização dos seus produtos através da cadeia de oferta espalhada pelo globo.
Em Jackson Hole, o líder da Fed absteve-se de fazer qualquer comentário sobre a política monetária dos EUA e mesmo das condições económicas do país, preferindo discursar sobre a globalização e as tendências mundiais.
Em Agosto, Ben Bernanke interrompeu, pela primeira vez desde Junho de 2004, o ciclo de subida dos juros de referência nos EUa, que se encontram actualmente nos 5,25%, contra os 3% praticados na Zona Euro.
Economia Mundial Acelera
A economia a nível mundial vai acelerar este ano uma vez que o crescimento quer da Zona Euro quer do Japão vai ser mais forte que o esperado, avança hoje a Economist Intelligence Unit (EIU), que reviu em alta a economia da Zona Euro.
A expansão a nível mundial vai avançar para 5,3% contra os 4,9% em 2005, disse a divisão de «research» da revista Economist em comunicado. Estas estimativas são ainda mais optimistas do que as do Fundo Monetário Internacional (FMI) que estima que o PIB a nível global cresça 4,9% este ano.
As previsões para o crescimento dos EUA apontam para uma expansão de 3,3%, enquanto que, para a Zona Euro, as perspectivas são agora mais optimistas, uma vez que a previsão de crescimetno foi revista em alta de 2,1% para 2,3%.
Apesar de ter revisto em baixa as previsões de crescimento para o Japão de 3,1% para 2,8%, a unidade de research da revista considera que as economias da Zona Euro e do Japão estão a acelerar, o que vai compensar o abrandamento do crescimento dos EUA e permitir o comércio a nível internacional este ano.
Segundo a mesma fonte, o crescimento até 2010 vai ser «melhor do que o melhor dos desempenhos dos últimos cinco anos».
«As perspectivas optimistas na Zona Euro permanecem elevadas» e o «Japão vai ajudar a recupera algum atraso a nível mundial provocado pelo abrandamento dos EUA», acrescenta o Economist Intelligence.
De acordo com o mesmo comunicado, o comércio internacional vai aumentar 9,3% este ano.
Relativamente à revisão em baixa do crescimento para o Japão, esta acontece depois do mesmo ter acelerado para o ritmo mais elevado dos últimos 15 anos no primeiro trimestre e do Banco do Japão ter aumentado a sua taxa de juro de referência pela primeira vez em seis anos no mês passado.
Depois de ter mantido a sua no valor mais baixo dos últimos 60 anos, o Banco Central Europeu (BCE) também aumentou os juros quatro vezes desde Dezembro de 2005 para prevenir que o rápido crescimento económico e que a valorização do petróleo impulsionassem a inflação.
Crescimento abranda em 2007 após bancos centrais subirem juros este ano
Segundo a Economist, a inflação a nível mundial vai abrandar depois da valorização do petróleo, que tocou, em Nova Iorque, o máximo de sempre nos 78,40 dólares por barril dia 14 de Julho, impulsionar os preços para 2,7% este ano. A taxa vai cair para 2% em 2010, acrescenta.
O facto da Fed, do Banco de Japão, Banco de Inglaterra e BCE terem todos aumentado os juros este ano, o que não acontecia desde 2000, tende a abrandar o crescimento a nível mundial para 4,7% no próximo ano, um ritmo que será possível de manter em 2008.

publicado por Oraculo às 21:17
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