Segunda-feira, 30 de Outubro de 2006

Oceano: Berço da Vida e Tumulo dos Perdidos

Who can fathom the depths of the abyss? Eclesiastes

Um dia de Inverno, as ondas a apertarem-se contra as rochas. O vento bate suavemente, mas em contraste o mar está em constante agitação, como que inconformado com a resignação do vento.
É dificil alguem não se sentir sensibilizado quando proximo do Oceano. O Oceano detem uma atmosfera contraditoria, uma força inimaginavel e uma calmia hipnotizante; uma presença fortissima e uma discrição a que ninguem dá muita importancia.
O facto de ser uma força da natureza assusta e impressiona, mas apesar de deter um poder destruidor digno de um elemento, tambem é sinonimo de Vida. Quantas formas de vida o Oceano não alberga? Os nossos distintos antepassados rastejaram do Oceano para ocupar a Terra. A Vida teve o seu inicio ai. De certa forma, o Oceano é o nosso berço, o berço da Vida.
Não admira que esta enorme mancha de agua detenha um peso tão marcante no colectivo humano. Quantas historias não ouvimos de monstros submarinos, de continentes afundados, ou de mais recentemente de tsunamis assassinos? A curiosidade e a necessidade de conhecimento, seja ele de que forma for, é uma caracteristica implicita no genero humano, e não admira que o Oceano tenha sido sempre tratado com respeito por gerações. O respeito pela sua força, e pela sua gentileza, nos alimentos que propicia á Humanidade.
Mas o Oceano tambem deixa a sua marca no individuo. Quantas vezes o mar não nos acalmou? Quantas vezes o doce som das ondas a explodirem em espuma branca não nos aligeirou o espirito conturbado?
Mas no fundo… creio que o mar tambem é imprevisivel. Há qualquer coisa de mesquinho no Oceano. Dá-nos tanto, mas com toda a mesquinhez nos pode tirar muito. Nunca foram levados pelo Mar? O Mar, envolvendo-nos docemente como uma amante, tambem nos pode retirar a vida. A esses pobres infelizes esperamos, que pelo menos parte da Teologia Cristã esteja certa; de que o Mar entregue os seus mortos no final dos Tempos.
Existe uma velha lenda grega de como a Deusa da Beleza e do Amor nasceu da espuma do Mar. Que imagem tão apropriada, a de que a Beleza e o Amor possam nascer do Oceano. E que tal como as ondas, o Amor seja tão belo, tão paciente e tão imprevisivel e destruidor como o Oceano, e que possa levar a vida de um homem com um simples gesto.
Talvez… se reflectirmos melhor sobre o Mar, talvez compreendamos melhor a Vida.


publicado por Oraculo às 14:09
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