Quarta-feira, 4 de Junho de 2008

A velha questão de onde guardar o dinheiro.

If you owe your bank a hundred pounds, you have a problem. But if you owe a million, it has. J.Maynard Keynes 

Todos nós deparamo-nos com questão: onde aplicaremos o dinheiro que ganhamos com o nosso trabalho? Depósitos a prazo, Fundos de Investimento, Acções... são inúmeros os instrumentos em que procuramos colocar o nosso dinheiro a render, para que possamos usa-lo no futuro. Como o dinheiro também tem um valor no tempo, é natural que o dinheiro que tenhamos no banco hoje será menos do que temos amanhã. È estranho e parece contra-senso mas é verdade. Compramos um carro hoje, por vá lá, 20 000€. Se esperamos 4 anos, os mesmos 20 000€ não conseguirão comprar o mesmo carro. A isto se chama inflação, a subida generalizada dos preços. É devido a esta inflação que recebemos um juro dos bancos, pois de que outra maneira iríamos colocar o nosso capital numa instituição no qual não poderíamos mexer durante um certo período de tempo. A iliquidez tem o seu custo! Para o nosso dinheiro estar ali parado, sem ser gasto, exigimos uma pequena remuneração.


Visto de esta maneira,  se calhar começamos a achar parvoíce o facto de alguns dos nossos avós terem guardado o dinheiro deles debaixo do colchão. (Ok, ainda há pessoas a fazer isso). Curiosamente, guardar o dinheiro no colchão tem um efeito interessante: BAIXAM OS PREÇOS! Passo a explicar: a colocação do dinheiro debaixo dos colchões tem o efeito desse dinheiro “desaparecer” do mapa monetário. Ou seja, esse dinheiro, não está aplicado em nada. É como se não existisse. Segundo a teoria económica, os preços dependem fortemente da quantidade de moeda na economia, pelo que uma diminuição da moeda na economia faria com que a moeda fosse mais valorizada e se conseguisse comprar mais bens com essa moeda. Twist interessante.


No entanto, há que reafirmar que a poupança em si mesmo não ajuda a economia como um todo. Na sociedade de consumo em que vivemos hoje, gastar mais dinheiro ajuda a dinamizar a economia. Pensem no consumo como o lubrificante da economia, ajudando-a a mover-se melhor. Se vamos comprar uma lata de conserva ao supermercado, estamos a dar lucro ao supermercado, que pagará aos seus empregados, que irão comprar os seus bens a outros, o que dinamiza o ciclo económico.


No fim, nenhum de nós sabe o que é melhor: poupar ou gastar. Deixo isso ao vosso critério.
 


publicado por Oraculo às 11:42
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