Quinta-feira, 6 de Julho de 2006

Porque?

A Selecção Portuguesa de Futebol caiu aos pés da França nas meias finais do Campeonato Mundial de Futebol. Se foi justo ou injusto, não me vou pronunciar sobre isso. Pronunciar-me-ei pela forte sensação de Dejá Vu que tive. Outro penalty, outro Golo de Zidane. Outra Meia-Final perdida para a França.
Meus Amigos é a TERCEIRA consecutiva. Os franceses derrotaram-nos nas meias de 84 e 00 em Europeus e em 06 do Mundial. Parece um fantasma que nos persegue no futebol… e já nem falo do Zidade nem do Platini. É pá se conseguimos impedir que Napoleão conquistasse o pais, porque não os derrotamos no futebol, no desporto, na vida?
 Creio sinceramente que, agora em diante, seja uma missão nacional derrotar a França. Não interessa se a França fica em ultimo no Mundial. Nós temos de ficar em penultimo. Bater a França é a ordem do dia, do més, do ano, do seculo. Para tal, proponho a seguinte ordem de trabalhos:
“Já Derrotaste a França Hoje? Não? Porque?”
Mas de qualquer maneira, dentro de 4 anos, estaremos de volta, esperançosamente. E se entretanto batermos a França todos os dias… o Fantasma desaparece.
Fantasma Bleu

publicado por Oraculo às 00:46
link do post | comentar | favorito
|
1 comentário:
De Shmootsy_Pooh a 6 de Julho de 2006 às 15:14
Mandaram-me este artigo e acho que é adequado ao post...

"Que se lixe"
por MIGUEL ESTEVES CARDOSO

Pronto. Que se lixe. Levem lá a taça, que a gente continua cá, se não se importam. Vamos ali fazer um piquenique com os alemães e voltamos já.

Poça, já se sabia que tinha de ser com o raio dos franceses e que Portugal jogar mal ou bem seria irrelevante. Mas tanto?! A ironia, muito francesa porque é daquelas pesadas e óbvias que não têm graça nenhuma, é que Portugal jogou muito bem e a França não jogou nada. Aliás, quanto melhor jogava Portugal, mais aumentava a probabilidade da França ganhar. É azar. É esse o termo técnico, exactamente.

Não foi só o árbitro, embora este tudo tenha feito para ser a estrela principal da partida. Não, é o azar que os franceses dão. Mesmo quando estão cabisbaixos e amedrontados, cheios de vontade que o tempo passasse e os poupasse, dão azar.

E porquê? Porque os portugueses também dão azar aos franceses, coitados. Dão-lhes o azar de pô-los a jogar mal. E o azar de fazerem figura de tontos e medricas. Os franceses também não mereciam tal azar. Tanto mais que cada jogo com eles traz uma vingança pré-fabricada: depois desta meia-final, já ninguém poderá dizer que Zidane e os "bleus" renasceram milagrosamente. Onde? Quem? Não, o milagre foi só um: o de não terem perdido.

Em contrapartida, os franceses dão aos portugueses o azar de perder. Bonito serviço. Assim não dá gosto; não se pode trabalhar; nem há condições para jogar; é escusado. E quando jogarmos outra vez com os franceses, vai acontecer a mesma coisa. O azar existe e o azar reincidente e metódico, no caso da França, existe mais ainda. Antes fosse ao contrário? Talvez não. Mais vale perder como perdemos, a jogar como campeões, do que ganhar a jogar como os franceses, como perdedores natos, receosos e trapalhões, sem saber o que se passa ou o que se vai passar. Fizeram má figura e ganharam. Que os italianos lhes sejam leves!

Dirão uns que não faz mal, que já foi muito bom chegarem às meias-finais. Mas não é verdade. Para chegarem às meias-finais foi preciso pensarem que podia ser campeões do mundo. E agora custa um bocadinho - um bocadinho nobre e bonito mas muito custoso - voltar atrás. Se a esplêndida selecção portuguesa tivesse pensado que bastaria chegar às meias-finais nem tinha ganho ao México e muito menos à Holanda e à Inglaterra.

Foi bonito saber, como ficou sabido e comprovado, que não é assim tão difícil Portugal ser campeão do mundo. O próximo Mundial, em 2010, parece muito mais apetecível por causa disso. É ganhável - como era este. Não se pode subestimar a segurança que o Mundial 2006 trouxe à selecção. Já não se pode falar em sonhos como se fossem delírios. Não: os sonhos agora passaram a objectivos, altamente práticos e alcançáveis. É obra.

Portugal já não é o "outsider" que era nos primeiros dias do mês passado. Por muito que isso custe aos detractores e inimigos (que utilizaram esse estatuto marginal para nos marginalizar ainda mais), a partir de agora Portugal é não só um campeão potencial como um campeão provável.

Tanto crescemos que finalmente ficámos crescidos, adultos, senhores. É bom que os outros senhores do futebol comecem a habituar-se à presença e à ameaça constantes dos novos senhores. Porque os antigos menininhos portugueses, que eram tão giros e que tanto jeitinho davam, desapareceram para sempre.

Este Mundial já está ganho. Que se lixe. Venha outro!



Comentar post

.Informações

.pesquisar

 

.Junho 2008

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6
7

8
9
10
11
12
13
14

15
16
17
18
19
20
21

22
23
24
25
26
27
28

29
30


.posts recentes

. O problema de um free rid...

. A velha questão de onde g...

. Economices de uma saída á...

. Combustíveis, petróleo e ...

. Responsabilidade Social e...

. Mudanças na UALG

. Crise Imobiliária Parte I...

. Quem disse que tirar um c...

. A Crise Financeira no sec...

. Um pensamento disconexo

.arquivos

. Junho 2008

. Maio 2008

. Março 2008

. Novembro 2007

. Setembro 2007

. Agosto 2007

. Julho 2007

. Junho 2007

. Maio 2007

. Abril 2007

. Março 2007

. Fevereiro 2007

. Janeiro 2007

. Dezembro 2006

. Novembro 2006

. Outubro 2006

. Setembro 2006

. Agosto 2006

. Julho 2006

. Junho 2006

. Maio 2006

. Abril 2006

.tags

. todas as tags

.links

Blog Top Sites
Blog Directory
Locations of visitors to this page

.Khonya

.subscrever feeds