Quarta-feira, 19 de Setembro de 2007

Crise Imobiliária Parte II: Consequências.

Banks lend by creating credit. They create the means of payment, out of nothing. Ralph Hawtery
Embora pouco tempo tenha passado desde que escrevi o artigo sobre a crise Imobiliária, sinto uma necessidade em escrever mais um pouco sobre o tema.
Desta vez deparo-me com as consequências do chamado crédito “sub-prime” ou crédito imobiliário de alto risco, discutido previamente. Embora os fundos não sejam propriedade dos bancos, estes são utilizados pelos bancos como investimento para os depósitos que recebem. O facto dos bancos sugerirem alternativas ao comum depósito a prazo em fundos de investimento coloca-os, necessariamente, a sofrer com o risco desses fundos.
 
Ainda mais curioso é o facto destes investimentos serem aquilo que os financeiros chamam de produtos financeiros estruturados, que nada mais são do que produtos nos quais o dinheiro investido deverá deter um retorno certo. Por exemplo, se comprarmos um desses produtos para que tenha um retorno de 100 euros daqui a 5 anos, o responsável pela transacção compra um produto de 80 euros (por exemplo), que daqui a 5 anos terá um valor de 100 euros, e com o remanescente, compara derivados e opções de acordo com um estratégia predefinida.
 
Os investimentos nestes fundos são deste tipo, o que implica que o banco deverá ter de pagar esses investimentos, quer dêem para o torto ou não. Mas o mais importante para nós, portugueses, é que estes investimentos não aparecem no balanço do Banco. Ninguém sabe quem fez a asneirada, e quem está mais sujeito ao risco.
Como tal, a taxa de juro interbancária (a taxa á qual os bancos emprestam dinheiro uns aos outros) subiu brutalmente, porque ninguém quer ficar com o menino nos braços. Ora, assim, ninguém empresta dinheiro uns aos outros, e os bancos recusam-se a emprestarem dinheiro aos particulares.
 
É hilariante, ver o sector mais poderoso em Portugal, a tremerem como varas verdes, se bem que este riso é preocupante. Vamos ver no que dá. Talvez lá para o final do ano, ou no inicio do novo ano fiscal, os bancos consigam reavaliar os seus activos e promover mais um pouco de confiança.
 
Pois todo o sector financeiro está assente neste principio basilar da Humanidade: a Confiança.
 


publicado por Oraculo às 15:47
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